Na Rota da Inclusão…

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A Inclusão é, sem dúvida, um caminho traçado na atualidade principalmente do ponto de vista da legislação e teórico, mas na realidade, muitas vezes, ainda caminhamos numa rota incerta, numa rota confusa que nos encaminha para integração física e nem sempre para a inclusão efetiva. Estas dificuldades de inclusão são sentidas pelas crianças, jovens, adultos com perturbações do neurodesenvolvimento e, consequentemente, pelas suas famílias que encontram muitos entraves no caminho que têm de percorrer para que os seus familiares estejam plenamente incluídos quer na escola como no meio profissional.

Felizmente, o país tem tomado medidas e realizado ações que vão melhorando a inclusão, como foi o caso, no dia 8 de junho de 2016, na Assembleia da República, a Conferência Parlamentar sobre “Necessidades Educativas Especiais – Deficiência e Escolaridade Obrigatória – Quais os desafios?”, onde o presidente da Pró-Inclusão – ANDEE, Professor Doutor David Rodrigues, apresentou uma intervenção subordinada ao tema Tornar a educação mais inclusiva: dos direitos às opções (http://proandee.weebly.com/).

Todas as ações promotoras da inclusão são essenciais para que os direitos da pessoa com deficiência sejam respeitados. Em 2006, as Nações Unidas aprovaram o texto da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, que em 2009 foi ratificada por Portugal e vertida em Lei. Apesar da sua existência, esta lei nem sempre é tida em conta na eliminação das barreiras físicas e sociais que seriam facilitadoras da inclusão.

Felizmente, as medidas que são tomadas para promover a inclusão são cada vez mais frequentes. No passado dia 14 de julho, a secretária de Estado da Inclusão revelou que o Governo vai restringir a aplicação do chamado Currículo Específico Individual (CEI) apenas a alunos com deficiência profunda, ao contrário do que se verifica atualmente. Parece um caminho essencial para a promoção da inclusão dos alunos com Necessidades Educativas Especiais na escola e, posteriormente, na sua vida adulta e profissional pelas oportunidades que lhes são dadas em idade escolar.

O caminho ainda será longo e a voz das famílias e dos técnicos que acompanham estas crianças, jovens e adultos tem de se fazer ouvir, porque poderão ter um papel crucial para uma mudança de mentalidades que acompanhe as mudanças legislativas. Apenas todos unidos pela mesma causa, conseguimos um mundo inclusivo em que a diferença é valorizada e tratada sem estereótipo ou preconceito.

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